…é o que a neurociência está fazendo, e cada dia evolui mais nesse ponto, lendo a entrevista das páginas amarelas da veja desta semana fiquei assustado com as novas possibilidades da medicina/tecnologia/neurociência, segundo afirma o entrevistado (Cientista Roberto Lent), é preocupante, já é possível descobrir propensões apenas fazendo um determinado exame, não explicou na entrevista, e como lidar com esse tipo de informação? é invasão máxima de privacidade, descobrir o que pode passar pela nossa cabeça é algo que parecia coisa de ficção científica, mas que vem se tornando realidade…
Além disso já estão em desenvolvimento chips neurais para controle de máquinas, como braços mecânicos e cadeiras de rodas, o que seria perfeito para os deficientes fisicos, mas vai que uma empresa que quer ganhar mais dinheiro obrigue seus funcionários a usar um implante desses pra operar máquinas com precisão cirúrgica, e demitindo, ou rejeitando quem se negasse a fazer o implante? é uma coisa complicada, especialmente porque é uma operação que envolve o cérebro, parte importante e delicada de nosso organismo e a parte que nos diz quem somos…
Quem acredita em alma não me critique, este é ponto de vista científico e não metafísico/filosófico/religioso/etc , nossa “alma” é nosso cérebro, sem ele não somos nada
sem este órgão, o centro de tudo que somos, nossas lembranças, nossas reações, nossa forma de ver e analisar o mundo, se alguém consegue quebrar esta barreira o que poderemos fazer? isso será invasão de privacidade máxima, coisa que nem em filmes vimos ainda… (apenas em alguns que tratam de apagar memória, como O Pagamento com Ben Afleck e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças com Jim Carrey) mas a tecnologia que está sendo criada é algo que é bem problemático em termos éticos…
Que faremos?? Que atitude teremos??
Novas drogas que melhoram a memória de pacientes de Alzheimer poderiam ser utilizados por alunos para melhorar o rendimento escolar que os deixaria muito acima da média, isso seria justo? seria correto? pessoas que agissem assim seriam punidas por “dopping mental”? ou o que? Quais os limites de se estudar o cérebro? De se desvendar a alma humana??
Só digo que ainda temos muito que aprender e evoluir… a ética não segue os caminhos da tecnologia… o que veremos nos próximos capítulos da humanidade deixemos que o amanhã nos responda, e sejamos inteligentes o suficiente para responder à altura os desafios que aparecer diante de nós…
abraços
